segunda-feira, novembro 29, 2010

meu primeiro amor...

Meu primeiro amor foi totalmente platônico. Nunca rolou nada. Quer dizer nada é exagero, rolava uma paquerinha, um clima. Acho que foi por volta do ano de 1989/90, eu tinha 15 ou 16 anos. O nome dele é Gustavo Matheussi. Ele não era o tipo popular, tava mais pra um nerd, tímido e retraído. Eu era popular, amiga de todo mundo e era muito paquerada. Não sei explicar porque me apaixonei tão perdidamente por ele, mas foi forte e acho que regulou todos os meu relacionamentos a partir de então.
Ele me rejeitava, me desprezava. Eu rastejava, corria atrás mesmo, não tinha pudor de mostrar meus sentimentos (hj sou completamente o oposto, hehehe). Não tenho certeza se ele ficou intimidado ou não acreditou que eu gostava mesmo dele, mas ele quase nunca me dava condição. Enquanto eu gostei dele, ele namorou umas meninas que, palavras da galera, eram infinitamente inferiores a mim, em tudo, em beleza, simpatia, bom humor. Ninguém entendia, acho que isso alimentava minha paixão, a falta de compreensão. Anos depois, numa conversa amigável, ele me disse que gostava de mim, mas que tinha medo, que eu me expunha demais (Quem? Eu? Eu que tenho um blog e conto tudo nele, me exponho? Magina...).
Eu acho que nunca vou deixar de gostar do Gustavo. Acredito que a gente não deixa de amar alguém, só não tem mais interesse de ficar junto, não tem mais sentido, acaba. Mas o sentimento permanece, sempre cabe mais dentro da gente, não acho que tenha um limite ou transferência de sentimento, eu acredito nisso. Eu sempre quero saber dele, se ele tá bem, se tá feliz. Eu torço por isso, ele foi muito importante na minha vida pra eu simplesmente fingir que ele não existe. Eu soube recentemente que ele casou e tem um filho ou filha, fiquei feliz, melancólica, mas feliz. Acho que minha fixação em médico vem daí também, ele é médico, se não me engano, em Goiania.
Mas porque estou falando dele hj? Minha irmã me trouxe alguns dos meus cds de mp3 que tavam em Ponta Porã e eu fiz uma nova seleção de musicas pra ouvir no celular qdo tô na rua. Nessa seleção eu coloquei, sem perceber uma música, "The Promise", a nossa música. Uma vez ele me convidou pra ficarmos sentado na camionete dele na avenida, lá em PP (outro dia eu explico a avenida). Aí tocou essa musica no som do carro, a gente tava conversando, climão, eu tentando ser discreta. A galera fazia tanta campanha pra gente que de vez enquando rolava umas coisas assim, mas ele era muito travado, quase não falava. Mas eu ficava feliz só de ficar do lado dele (ô paixão boa) nesses momento eu podia mostrar pra ele que não era louca, kkkkk. Eu fui pra casa e ele chegou logo atrás de mim, me deu a fita (isso mesmo fita cassete, a maioria nem conhece), e disse que era pra eu ouvir e pensar nele. PUTAQUEOPARIU, isso faz 20 anos e toda vez que eu ouço a música eu lembro dele, e toda vez me dá um frio na barriga. Vai me dizer que isso não é paixão forte? Acho que nunca conseguirei agir com indiferença em relação a ele. Eu não o vejo a mais de 5 anos, a última vez foi no Al Andaluz, barzinho de PP, ficamos nos olhando a noite inteira e eu fiquei hiper nervosa.
Hoje eu fiquei melancólica, é triste ter tanto sentimento assim desperdiçado, né?
Detalhe: eu ainda tenho a fita, tá.
É o que tem pra hj.
#bjmeliga.

Um comentário:

aline disse...

deixe me falar em topicos hj:
1- Jah ouvi essa fita
2- Amoooo essa música
3- Acho q não lembro dele ow dessa historia(será q to caducando?)
4- Isso é tbm rolou cmgo de acontecer, esse tipo de sentimento sensação e tdo mais..
5- Será que um dia em nossa vida isso passa???
Bjssss
Obs:Sumi no finde por uma boa causa fui pra Floripa e vi encontrei o Diiiiiiii..kkkk