terça-feira, novembro 08, 2011

Deus está morto!

Essa é uma afirmação do filosofo Friedrich Wilhelm Nietzsche ( 1844-1900 ) nascido em Rocken, localidade próxima de Leipzig, Prússia, no dia 15 de outubro. Seu pai e seus avôs eram pastores protestantes. Nietzsche teve muito desse espírito religioso durante a infância, e cogitava continuar a linhagem. (...) Por volta de 1865, passava por uma livraria quando viu a reedição de um livro que não havia feito muito sucesso na época em que foi feito: "O mundo como vontade e representação". Encontrou nele um espelho no qual redescobriu a vida com uma natureza assustadora. Passa então, a realmente se interessar por filosofia. No livro está contida a idéia principal de que os atos dos seres vivos são fruto de uma cega vontade de viver. Admira-se com o seu ateísmo, e no Gaia Ciência chama Schopenhauer de "o primeiro filósofo assumidamente ateu". 


Em sua auto biografia afirmou "Para mim o ateísmo não é nem uma consequência, nem mesmo um fato novo: existe comigo por instinto" e me perdoem a blasfêmia da comparação (hehehe), mas pra mim também é assim. Eu não "virei" atéia, não foi uma consequência de algum acontecimento, foi uma simples constatação. Gradativamente eu fui me descobrindo descrente das "coisas sobrenaturais".  Apesar de...
Esteve em mim desde sempre, como uma marca de nascença, que vc só descobre adulta porque estava em uma região de dificil acesso visual.

Nietzsche cria e cai em seu próprio Imperativo Categórico, por certo, imperativo este baseado na completa liberdade do ser e ausência de normas. Porém, a liberdade de Nietzsche está entre a aceitação consciente (livre-escolha) de um objetivo moral superior (que transcende a racionalidade do ser humano) e a matéria, a razão material Kantiana. Portanto, a realidade está na escolha consciente entre a moral superior (instinto, vontade do coração) e a moral racional (somatório de valores criados pelo homem). O que reside não nas palavras mas nos sentimentos (amor, musica, etc).

Eu entendo da seguinte forma, o homem tem que ser bom e fazer o bem porque é o certo, e porque dessa forma não terá problemas pra ter uma boa noite de sono, não porque a moral cristã o briga a isso, entende?
A pessoa não deverá matar, não cobiçará a mulher do próximo por uma questão de bom senso e caráter, e não porque se trata de um mandamento de deus.
Eu acho, inclusive, que o bom caráter por opção própria é muito mais válido e relevante do que o por receio e temor a deus. A religião e a crença no sobrenatural, na minha opinião é uma muleta.

"Para quem sofre, é uma alegria inebriante desviar o olhar de seu sofrimento e esquecer de si mesmo. (...) Sofrimento e impotência: eis o que criou todos os além-mundos, e este breve delírio da felicidade que só conhece que mais sofre." 

Não fascinante quando as coisas acontecem na hora certa? Na verdade quando algo se precipita nem chega a ter valor, porque não era a hora certa. Porque eu digo isso? Explico: Eu tenho vontade de ler pelo menos uma obra (não apenas frases soltas) de Nietzsche faz muito tempo. Conhecia superficialmente suas ideias mas queria conhecer mais. Não que eu já esteja nesse estágio, mas caminho para ele.
Antes de me "descobrir" atéia, ou como eu gosto de dizer, antes de eu sair do armário da sacristía, eu não estava pronta pra ler e compreender os textos e os pensamento de Nietzsche. Aliás, muito do que eu li antes, só começou a fazer sentido quando eu questionei pela primeira vez as minhas supostas crenças, e foi aí que a vontade de lê-lo se intensificou.

Hoje estou mais preparada pra entender esse filósofo e estou me embebedando de suas palavras. Meu livro de cabeçeira, que estou lendo com muita calma, relendo partes que me chamam a atenção e fazendo até marcações  é "Assim falou Zaratustra". E eu tô curtindo muito.
Loucura em estágio avançado mode on!!
É o que tem pra hj
#bjmeliga

3 comentários:

Anônimo disse...

Estou lendo o livro "Decepcionados com Deus, três perguntas que ninguém ousa fazer" do teólogo Philip Yancey.
posso escanear e mandá-lo pra senhorita , se à senhora aceitar, é claro?
Att,
Rê.

Lalá disse...

Gostaria muito sim. Pode mandar, obrigada.

31193200 disse...

É importante saber ler Friedrich Nietzsche. Ele contesta o deus pai bíblico que felizmente nunca existiu e infelizmente continua existindo na cabeça de muitos. Nietzsche contesta o Cristo elaborado pela religião e que também nunca existiu. Ele não se refere ao Jesus humano, um espírito evoluido que veio trazer uma mensagem de moral, não a moral dos hipócritas ligada a sexo, mas a moral cósmica onde devemos respeitar o próximo ou em sua linguagem: amarmos uns aos outros. Visitem meu blog: omitododeuspai24x7.blogspot.com e encontrarão a verdade sobre o deus pai.