segunda-feira, setembro 27, 2010

Quem conta um conto...

Foi melhor assim, não tinha como funcionar. Era muito complicado. Ela ficava repetindo isso, quem sabe acabaria acreditando. Queria acreditar, porque era verdade. Nesse momento tudo que ela não precisava era de uma aventura inconsequente. Essa história não tinha nada de bom para oferecer. Era uma péssima ideia, com tudo pra dar errado, se continuasse alguém acabaria se machucando, ela provavelmente. Mas ainda assim ela lamentava, e lamentava profundamente. A razão lhe dizia que não havia perdido nada, pois nada tinha acontecido. Mas a emoção dizia outra coisa. Que ela tinha perdido a expectativa, a possibilidade, a sensação de que algo incrível podia acontecer. Seu coração calejado era por demais otimista. Mas agora ela voltava a ser livre. Não precisava mais se preocupar com tempo, nem se estava ou não bonita, mas isso não a consolava. A perspectiva de não mais ver seu sorriso quando os olhos se cruzavam, não sentir o toque leve e supostamente acidental dos dedos em sua pele, não ouvir a voz com alegria indisfarçada quando dizia seu nome, que misteriosamente parecia mais belo e melodioso quando ele falava, de como era fácil esquecer-se de respirar quando ele a olhava dentro dos olhos. Era disso que ela sentiria falta. O destino lhe havia tirado os momentos mais preciosos da semana e em troca lhe dera o preciso bem da liberdade. Quem foi que disse que liberdade é sempre boa?    

2 comentários:

Rafael Boch disse...

porra q drama hein....
uhauhuhauhauha

Lalá disse...

KKKK adoro um drama.