quinta-feira, maio 19, 2011

Não gosto de ISMOS, não passam de rótulo.

(OLHA QUEM VOLTOU, MEU POST SUMIDO, TODOS COMEMORA \o/.)

Sou anti-sexista. Não acredito que o que uma pessoa tem entre as pernas defina seu caráter e sua personalidade. Eu venho de uma geração machista em um tempo onde o feminismo começou a surtir efeito na educação das crianças. Eu tenho um discurso bem diferente do meu pensamento, isso porque o que falo, geralmente é gozação, mas na seriedade tenho meus princípios, só não os coloco numa bandeira e saio em praça pública.

Conheço muita mulher que "se diz" feminista, mas na hora de fazer algum trabalho mais duro, faz a meiguinha e chama um homem. Não que eu ache que mulheres tenham que carregar mais peso do que aguentam para ser feminista ou ser tratada igual a um homem. Mas cadê coerência?

Eu sou a favor do ser humano. Sou a favor de tratamento igual pelas leis, que todos tenham os mesmos direitos e deveres, isso é isonomia. Como disse Rui Barbosa, justiça é "Tratar os iguais como iguais e os desiguais na medida de sua desigualdade".

Apesar de não levantar a bandeira do feminismo, analisando minha vida, vejo que sempre fui um pouco feminista, desde muito cedo. Quando eu era criança eu já dizia que não queria me casar. Não queria ter uma familia, filhos e uma casa pra cuidar. Não queria ser subordinada a um marido. Não sabia direito o que queria (acho que ainda não sei), mas sabia bem o que eu não queria. Todos diziam que era bonitinho e tal, mas que era coisa de criança.

Bem, eu tenho 36 anos e ainda sou solteira...

Ouvi uma frase sobre os contos de fadas uma vez que fez todo o sentido pra mim. Com direito a licença poética minha, era mais ou menos assim: "Principe encatado meu coockie pra vc, eu prefiro é o Lobo Mal, ele me ouve melhor, me ve melhor e ainda me come...", kkkkk. Mas é sério, sempre me senti atraida pelo Lobo Mal, e ele não casa, né?

Eu acho que ser feminista é bem mais que levantar uma bandeira a favor do aborto, é toda uma atitude. Eu não sou pessoalmente a favor do aborto, mas sou contra a criminalização de quem o pratica. Defendo o direito da mulher dispor do seu corpo. Eu acho que não faria, mas nunca se sabe.

Na hora do vamovê eu sou beem feminista. Não gosto de pedir ajuda a homem só porque é mais forte, me viro. Que nem ontem. Eu sempre tive meu dady pra fazer esses servicinhos pra mim, mas percebi que dou conta de fazer sozinha. Não preciso trocar meu pai por um marido ou pelo zelador do prédio. Posso muito bem manuzear uma furadeira com presteza e também troco pneus furados sem ajuda.

É claro que eu quero um homem pra chamar de meu.
Meu companheiro, meu amigo, meu amante.
Nunca meu dono, meu marido, meu senhor.

Sejamos feministas nos pequenos momentos do dia-a-dia e os homens nos respeitarão como iguais, mesmo que nunca sejamos. Eles são tolos, acreditam que é isso que queremos, hehe. Não acho que seja o que querem as mulheres. Mas será que sabemos realmente o que queremos?

São as pequenas diferenças que nos atraem. Mas nada impede que de vez enquando a gente faça a meiguinha, eles curtem salvar donzelas em apuros, faz bem pro ego. Desde que ficamos independentes eles estão perdidinhos, kkkkk.

Mas acredite, seria muito mais simples ser lésbica, believe me!!

É o que tem pra hj.
#bjmeliga

Escrito em 12 de maio de 2011.

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