quarta-feira, março 30, 2011

Restabeleci minha fé na humanidade

Hoje foi a final do BBB 11, e a Maria ganhou. Eu fiquei muito feliz, mesmo. Pode parecer uma bobagem, mas tem um significado muito maior por trás disso.
A vitória da Maria é emblemática, única e trás uma sensação de vitória coletiva.
Eu me considero bem pé frio. Não que aconteçam grandes desgraças na minha vida, não é isso, mas no dia-a-dia eu sou bem azarada nas escolhas que faço, querem exemplos? Ok:
Eu resolvi acompanhar o carnaval em 1984. Foi aquele ano em que a Portela e a Mangueira empataram, desde então eu torço pra Portela veementemente todos os anos, ela NUNCA MAIS ganhou.
A Gaviões da fiel era considerada a melhor escola de SP, ganhava todas, aí eu resolvi acompanhar os carnaval de SP, ela NUNCA mais ganhou e ainda foi rebaixada.
Um mais próximo, saiu o edital de um concurso que me interessou, no anterior houve 1.200 inscrito, eu estudo me preparo e sabe quantas pessoas se inscrevem dessa vez? 50.000.
Isso entre outros que agora eu nem lembro, porque tento não me abater por pequenos percalços diários.
Na minha humilde opinião, a melhor coisa que já inventaram foi a fila única no banco, porque quando era uma em cada caixa, a que eu escolhia era sempre a mais lenta, sempre.
Se uma coisa pode dar errado, comigo COM CERTEZA dará. Por isso mesmo eu sou excessivamente cuidadosa, pra que as coisas não deem errado por minha culpa.
Tento ao máximo não ser distarída (uma luta difícil admito), porque senão eu não acho nada que é meu. Qdo eu largo algum objeto em um lugar diferente do usual, tenho que fazer uma rápida associação de ideias pra não perder ele pra todo o sempre, hehehe.
Se eu vou cozinhar, não gosto de ninguém junto comigo na cozinha porque eu me atrapalho toda e sempre dá alguma coisa errada.
Se eu resolvo assistir um jogo do Corinthians, mesmo sendo favorito, ele perde, essa é uma razão porque eu ainda não me esforcei pra ir ao estádio. Se eu vou à praia só faz sol por duas horas e eu ainda consigo uma queimadura grave e depois que eu vou embora o sol aparece todo dia (sério, aconteceu no fim do ano).
Eu fiquei realmente espantada quando no show do Smashing Pumpkins ano passado, deu tudo certo. O tempo todo eu ficava pensando que a banda não viria, ou que não conseguiríamos chegar lá por alguma razão, que alguma coisa ía dar errado e a gente perderia o show.
Sou pé frio e isso me deixa angustiada.
Eu assisti a todos os BBB’s, sempre torci por alguém com quem me identifiquei de alguma forma. E é meio óbvio que minha opinião não orna com a da maioria. Torci por vários, mas a que eu mais torci de me descabelar e bater boca pra defender foi a Pricila do BBB 9. Ela quase levou.
E sempre assim, QUASE. Isso me dá uma sensação de fracasso. O fracasso é o pior sentimento que uma pessoa pode ter. Eu já deixei de fazer muita coisa por medo do fracasso. A angustia e o nervosismo que dele provém me deixam irritada e agressiva. Eu odeio o fracasso, mas ele me persegue.
Os pequenos fracassos diários têm um grande poder destruidor, mas uma pequena vitória, por mais banal que seja, tem muito mais força.
A Maria foi a primeira vencedora pra quem eu torci. Desde que o Cristiano saiu da casa eu tava torcendo por ela, num falei muito pra não gorar (hehehe). Torci pela espontaneidade dela. Pela coragem de enfrentar o fracasso sem medo de se expor. Pela ingenuidade meiga.

Ver a pessoa que eu escolhi vencer me deixou com a alma leve e a fé renovada. Pode parecer besteira, mas é bom ganhar de vez em quando, mesmo que seja numa aposta tola.
Fui dormir com o coração leve o sono dos justos.
Um ponto escuro no meio da luz não é nada, mas um ponto de luz na escuridão é muita coisa. Por isso a vitória da Maria me deixou muito feliz.

Ela não tem vergonha e nem medo de ser o que é, MULHER!

Parabéns Sua Linda!!

"Pussy power"

É o que tem pra hj.
#bjmeliga

Um comentário:

Patrícia disse...

Adorei ela ter ganhado tb.
bjs